“Eu nunca mais vou me apaixonar”, disse a moça no elevador
do serviço. Essa á uma frase que eu escuto, pelo menos, uma vez ao dia, isso
quando não parte de mim mesma ou de uma amiga. Em toda rodinha de mulheres a discussão
é a mesma: homens. As dúvidas, os medos, as inseguranças, as brigas, os desejos,
a falta deles.
Encontrar um homem, que seja companheiro, amigo, fiel,
quimicamente compatível, compreensivo, entre outras coisas, é realmente muito
bom. Mas por que a natureza feminina exige que esta figura esteja sempre presente
em sua vida, mesmo que isso implique em abrir mão de algumas dessas qualidades
e traga sofrimento?
Todo mundo tem defeitos, claro, mas o pior defeito de uma
mulher é não saber se valorizar. Deixar que, em nome de um “amor”, sua própria
vida se ofusque, seus desejos, suas ambições, suas ideias e ideais. Aí, um belo
dia, o cara cai fora, porque, obviamente, estava longe de ser o cara perfeito,
aquele que essa mulher merece. O que ela faz? Culpa o amor, diz que não vai
mais se apaixonar.
O que nós, mulheres, precisamos entender é que a primeira e
única paixão que devemos ter acima de tudo é por nós mesmas. Qualquer coisa que
possa nos prejudicar deve passar longe. O amor de um homem tem que agregar, e
não se tornar uma obrigação ou o principal objetivo da nossa existência.
Pode ser que você nunca encontre o cara certo, porque o
certo é muito relativo. O que pode ser certo nesse momento, não é em outro. Mas
de uma coisa você pode ter certeza: valorizar quem você é só irá atrair coisas
boas e, consequentemente, a felicidade e pessoas que se importam realmente com
você. Quer coisa melhor que isso?
Então, de agora em diante, antes de dizer que nunca mais vai
se apaixonar, se ame mais e deixe o resto acontecer.
Yes, we can!
